16/11/2009

A VIDA DE UM GORDO EM 11 FASES

1. A Ilusão

Nessa fase, acha que é magro por natureza e nada pode mudar isso. Come muito e se exercita pouco.

A vida é um enorme rodízio de pizzas.

2. A Negação

Começa a receber apelidos como “Zé Barriguinha“. Acha uma extrema injustiça, e xinga todo mundo que vier falar que está gordo.

Vai a uma churrascaria para extravasar a raiva.

3. Um Princípio de Consciência

Começa finalmente a perceber que engordou, e decide tomar uma providência: pára de se pesar! Afinal, se não souber do problema, ele não existe.

Come uma barra de chocolate para relaxar.

4. O Susto

Quando finalmente se pesa, vê que está obeso e pensa: “Como fui chegar nesse ponto?

Entra em depressão. Fica sem vontade de sair (”uma pessoa tão gorda não pode ser vista em público“), sem vontade de dormir, nenhuma vontade de trabalhar. Mas tem Muita vontade de comer.

Fica extremamente deprimido quando é usado como ponto de referência:

- A impressora fica ali do lado daquele gordo

Percebe também que não é mais o “loirinho” ou “aquele cara alto“. Passa a ser “o gordão“.

Come o estoque de comida de um mês em 3 dias, para aliviar a frustração.

5. A aceitação

Começa a fazer piadinhas de si próprio:

- O elevador vai cair agora que eu entrei!
- Eu só faço a posição “gangorra”!

Também começa a falar seu peso em toneladas. Ex.: 0,115 toneladas.

Tem orgulho das façanhas nas churrascarias e rodízios de pizza.

Critica a sociedade. Afinal, ela só julga as pessoas pela aparência.

Comemora a auto-aceitação comendo tudo que vê pela frente.

6. Um Princípio de Insatisfação

A vida é muito boa, com muitas orgias gastronômicas, mas algo está errado. Não faz mais sucesso com o sexo oposto, não é mais chamado para atividades que envolvam algum tipo de atividade física, e é sempre a vítima preferencial das piadinhas.

Pede uma pizza para ajudar a pensar de deve iniciar uma dieta.

7. O Surto

Até olhar-se no espelho lhe faz mal. Comprar roupas é a atividade mais depressiva do mundo. Culpa-se por ter deixado a banha ocupar a maior parte de seu corpo. Comer continua sendo bom, mas passou a ser um ato sempre acompanhado de culpa.

Durante essa fase, são inúmeros os momentos de loucura em que passa alguns dias comendo só duas folhas de alface, até não aguentar mais e comer tudo que tem na geladeira. Inclusive o que deixou vencer nos dias em que só comeu mato.

Tal qual um viciado, “injeta” chocolate na veia, seu único momento feliz do dia; depois, vem a culpa e a depressão.

8. Um Princípio de Consciência.

Recuperado da depressão da fase do surto, começa a perceber que pode mudar.

Essa fase é a famosa “Segunda eu começo!“.

Na verdade, o que o gordo pensa é: “Segunda eu começo! Então hoje vou fazer uma ‘despedida‘”.

E corre para a churrascaria no almoço, toma um pote de sorvete à tarde e vai a um rodízio de massas à noite.

Ah sim! Há uma regra não escrita nessa fase. Se não conseguir começar na segunda, é totalmente proibido ao gordo começar a dieta na terça. Nesse caso deve-se tirar a semana inteira para “despedidas”, para só na próxima segunda-feira começar a dieta.

9. A Consciência

Depois de ganhar mais de 5 kg nas “despedidas”, toma realmente consciência de que precisa melhorar. Mas ainda não sabe bem como. É a fase mais bizarra, e 80% dos gordos nunca passam dela.

É a época em que tenta-se de tudo.

Primeiro, o gordo passa 6 horas por dia fazendo exercícios e, após isso, come 1 quilo de comida. “Agora eu sou um atleta, então posso“.

Depois, experimenta as dietas da moda. Passa uma semana só tomando leite; 3 dias comendo ovo com laranja; 6 dias só tomando sopa; 5 dias tentando a dieta de Atkins; 5 dias a base de Shakes de dieta; e tenta até a famigerada dieta da USP, que nem da USP é.

Entre uma tentativa de dieta e outra, há uma recaída para a fase anterior. “Já que não deu certo essa dieta, na segunda eu começo outra! Qual é mesmo o número do disk-pizza? Preciso me despedir mais uma vez de uma bela meia portuguesa meia calabresa“.

10. Um Princípio de Mudança

Depois de aprender que fazer jejum completo ou ficar doente de tanto fazer exercícios são atitudes que, isoladas, não resolvem nada, ele passa a aprender como emagrecer de verdade. Vira especialista em dieta e exercícios.

Na verdade, fica obcecado. As únicas pessoas que respeita e admira são as que conheceu na academia. Olha horrorizado para os colegas de trabalho comendo aquela feijoada gordurosa no almoço ou tomando café com açúcar, aquele veneno branco. Faz longos discursos acerca dos males de uma alimentação ruim e da falta de exercícios.

Nesse momento, já não é um simples gordo.

É um gordo chato!

11. A mudança

Poucas pessoas chegam realmente nessa fase, onde a obsessão e a neura passam um pouco. Depois de persistir na dieta e nos exercícios ele se torna, novamente, um cara magro. Talvez até mais saudável do que era antes.

Tão saudável que acha que acha que nada pode mudar isso e…

Ops!! Começa tudo de novo!

Copia, meu filho, daqui: http://www.christiangump.net

31/05/2009

Enquanto isso, no rodízio...

Estômago: - Cara, manera aê com o que vai comer. Essa semana foi foda. Manda uns vegetais pra dentro, porque as coisas no intestino estão feias. 

Primeiro prato (800g): arroz, feijoada, cupim, picanha, coração de galinha e tomate. 

Estômago: - Tá de sacanagem, né? Duas rodelas de tomate? E essas carnes mal-passadas? Pelo menos mastiga direito essa porra. 

Segundo prato (550g): arroz, costela, picanha, alcatra e salada de maionese. 
Estômago: - Chega de carne, cara, não cabe mais nada aqui. Lembra daquela úlcera? Tá faltando pouco pra cicatriz abrir. Tu quer fuder com tudo, né ? Manda um pouco de água. 

Bebida: Coca-Cola 600ml 

Estômago: - Seu imbecil, eu falei um pouco de água. 
Eu: - Ué, Coca-Cola tem água. E ainda ajuda a dissolver a carne. 
Estômago: - Coca-cola tem o inferno dentro, porra. Tá fudendo aqui com o suco-gástrico. 
Esposa: - Amor, com quem você tá falando? 
Eu: - Nada, não, tô pensando alto. 

Sobremesa: 300g de pudim. 

Estômago: - Eita porra, cabe mais não. Tá ouvindo? 
Intestino: - O que tá acontecendo aí em cima? Que zona é essa? 
Estômago: - O cara tá empurrando comida. Agora veio pudim pra dentro. Não sei mais o que fazer. 
Intestino: - Vamos mandar direto. 
Estômago: - O quê? 
Intestino: - É isso aí, operação descarga. 
- Estômago: - Cara, o cérebro não vai gostar. 
- Intestino: - Foda-se o cérebro, ele nunca veio aqui em baixo pra saber como são as coisas. 
Estômago: - Vamos dar mais uma chance pra ele. Eu acho que ele não vai mais... 

Bebida 2: cafezinho. 

Estômago - Filho de uma puta. Vou explodir. 
Intestino - Operação descarga iniciando. Anda, libera o canal do duodeno que eu já tô conversando com o esfíncter. 
Coração - Que que tá havendo aí embaixo? A adrenalina tá aumentando muito. 
Intestino - Operação descarga. 
Coração - Quem autorizou isso? O cérebro não me mandou nada. 
Estômago - Foda-se aquela geléia! Nem músculo tem. 
Intestino - É isso aê, foda-se essa géleia inútil. Vinte segundos pra abrir o esfíncter anal. Quero ver o ânus arder com esse suco gástrico. 

Esposa - Amor, você tá passando bem? Tá suando todo, aonde você vai? 
Eu - Preciso ir ao banheiro, urgente. Paga a conta e me espera no carro. 
Esposa - O que você comeu? 
Eu - Não sei. Acho que foi o tomate.

28/05/2009

Lars Grael fala sobre os obstáculos e as adversidades como motivação

O velejador Lars Grael foi o terceiro convidado a participar do Congresso Brasileiro de Atualização Profissional, em uma palestra realizada no dia 7 de maio, no campus Paraíso.

 

Lars, que é membro do Conselho Nacional do Esporte, presidente da Comissão Nacional de Atletas e conselheiro do Instituto Rumo Náutico, foi dez vezes campeão brasileiro de vela e duas vezes medalhista de bronze em Olimpíadas.

 

Em 1998, na Semana de Vela de Vitória, no Espírito Santo, uma lancha desgovernada provocou um acidente que resultou na perda de uma das pernas do atleta, além de causar outros ferimentos, que, juntos, quase o levaram à morte. Com a ajuda da equipe técnica e por estar acostumado a treinamentos olímpicos, ele se recuperou e voltou ao mar.

 

Usando essa e outras experiências como exemplo, o velejador abordou o temaO obstáculo e a adversidade como motivação e iniciou a palestra contando como se interessou, junto com o irmão Torben, pelo esporte. “Meu avô, o velho Preben Schmidt, ensinou a minha mãe, meus tios e mais tarde a nós, os netos, a velejar. Nos anos 50, meus tios foram os primeiros campeões mundiais de vela brasileiros e nós víamos neles uma idolatria, uma referência, uma vontade de copiar o orgulho que eles representavam para a gente”, relembrou.

 

No entanto, uma das dificuldades enfrentadas pelos irmãos Grael, que, ao longo da carreira, velejaram tanto juntos como com outros proeiros, foi a falta de dinheiro para a aquisição de um equipamento de ponta.  “Como nosso barco era defasado tecnicamente, nós tínhamos de ter algum diferencial em nosso favor. Tínhamos de treinar muito mais do que os outros. Era treinamento todo santo dia, fosse calmaria ou vento forte, frio ou calor, sol ou chuva. Velejávamos direto para automatizar os movimentos e ter uma sinergia um com o outro. Era quase que um instinto de leitura de vento, de manobra, de tática”, declarou o esportista.

 

Mais de dez anos depois de sua primeira participação em uma competição, já com a carreira estabelecida, o palestrante sofreu o acidente que mudou a sua vida. “Eu já tinha certeza de que o esporte olímpico era o meu ideal de vida, a vela a minha grande paixão, o mar o meu habitat e já projetava o que seria minha quinta participação nos Jogos Olímpicos, quando, em 1998, fui disputar a Semana de Vela de Vitória, para ganhar ritmo de regata, e aconteceu o que no Brasil hoje, infelizmente, ocorre com certa frequência: um acidente marítimo, fruto da irresponsabilidade de um condutor. Um cara despreparado, mal capacitado e, ainda por cima, embriagado.”

 

Lars falou sobre a dificuldade de aceitar a sua nova condição: “Eu tinha, ao mesmo tempo, uma vontade intensa de viver e, por outro lado, também, uma repulsa em aceitar uma nova realidade de vida. Porque eu vivia do esporte olímpico, do meu corpo, do meu físico. Aceitar a partir dali, com 34 anos de idade, que eu seria um deficiente físico, isso trazia uma revolta que, para mim, estava sendo difícil de resolver”.

 

 

Em seguida, o palestrante contou um episódio importante de sua vida, que resultou na sua recuperação psicológica, após o acidente. “O que eu precisava, e não sabia, era acreditar que poderia ser feliz a partir dali. E isso aconteceu, involuntariamente, quando, numa madrugada, a Claudia, uma enfermeira do hospital em que eu estava, entrou na UTI toda ágil, rápida, faceira e bonita e falou: ‘estou gostando de ver, você está ganhando a luta pela vida’. Eu olhei para ela e disse: ‘você fala isso porque não é com você’. Ela respondeu ‘quem disse que não?’ e contou que na sua adolescência teve um câncer no fêmur e fez uma amputação cirúrgica. Aí colocou prótese, voltou a estudar, formou-se em Enfermagem, teve filhos e, na época, era  diretora de plantão de um hospital de renome internacional. Então ela me mostrou que chegou ao limite da capacidade da carreira dela, apesar daquela adversidade. Ela fez a minha cabeça. Uma mulher tão bem resolvida, tão alegre, o brilho do olhar dela... Eu acordei uma outra pessoa”, disse o velejador.

 

Ainda sobre o assunto, o esportista afirmou que, embora tenha voltado a velejar, os seus parâmetros de sucesso, hoje, são outros: “São resultados que, se eu for comparar com o que eu tinha antes do meu acidente, há quase 11 anos, talvez eu perceba que são menos relevantes. Porém, antes, o desafio que eu tinha era um desafio profissional, era meu ideal olímpico, buscar resultado, ultrapassar metas. Hoje o desafio é muito maior. Primeiro provar a mim mesmo até onde vai a força de vontade. Segundo, da mesma forma que pessoas serviram de referência para mim, para eu ter motivação de viver e voltar a praticar o esporte e ser útil à sociedade, eu sei que eu sou também o exemplo para outras pessoas. Então esse desafio é o mais legal, eu estar ativo, hoje com 45 anos de idade, com uma perna a menos e ainda competindo, dando o sangue e tentando resultados, porque eu sei que eu posso motivar pessoas que passam por situações semelhantes a viver com intensidade”.

 

 

Para finalizar a palestra, Lars estabeleceu uma relação entre o mundo do esporte e o mundo acadêmico. “Para vocês que vão se lançar a uma escolha profissional, a experiência prova que a formação acadêmica é importantíssima e está aqui o papel da UNIP: a especialização, a capacitação, o mestrado, tudo isso ajuda a pessoa a competir no mercado. Mas, ao longo da vida, você percebe que faz bem e faz melhor aquele que faz a coisa com paixão, aquele que bota o coração naquilo que ele quer fazer na vida. Só assim você transforma realmente a utopia em sonho e converte o sonho em realidade. Euacho que isso vale para todos nós e o esporte é uma escola de vida para isso”, concluiu. 


José Goldemberg participa da abertura do 2nd International Workshop Advances in Cleaner Production


Foi realizada, no dia 20 de maio, a abertura do 2nd International Workshop Advances in Cleaner Production, evento organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Produção da UNIP, com participação da Associação dos Engenheiros da CETESB (ASEC), do National Prevention Pollution Roundtable e das universidades de Cienfuegos e de Sonora.

Com o objetivo de proporcionar a troca de informações e resultados de pesquisa sobre tecnologias, conceitos e políticas baseados em uma produção mais limpa e projetada para auxiliar a almejada mudança para uma sociedade sustentável, o tema do workshop foiKey Elements for a Sustainable World: Energy, Water and Climate Change (Os Elementos-Chave para um Mundo Sustentável: Energia, Água e Mudança Climática).   

 

De acordo com uma das componentes da mesa de abertura do evento, a coordenadora dos programas de Pós-Graduação Stricto Sensu e professora da Universidade Paulista, Marina Ancona Lopez Soligo, a produção mais limpa é um conceito que vai além do simples controle da poluição: 'Envolve pesquisa e desenvolvimento de novos processos, materiais e produtos que resultem em uma maior eficiência no uso de recursos e energia'.

 

Para falar exatamente sobre isso, o palestrante convidado foi o físico José Goldemberg, que abordou o tema The Role of Energy in Sustainable Development (O Papel da Energia no Desenvolvimento Sustentável).

 

Goldemberg foi reitor da Universidade de São Paulo (1986-1990), ministro da Educação (1991-1992), secretário federal da Ciência e Tecnologia (1990-1991) e do Meio Ambiente (1992) e secretário do Meio Ambiente de São Paulo (2002-2006). Ele, que também lecionou e realizou pesquisas na University of Illinois, na Stanford University of Paris (Orsay) e na Princeton University, recebeu, em 2008, o Prêmio Planeta Azul, considerado o Nobel do meio ambiente.

 

O palestrante explicou que o desenvolvimento sustentável é aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades, algo que não vem ocorrendo.

 

'Os combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gasolina) representam 80,1% do estoque atual de energia, a energia nuclear representa 6,3% e as energias renováveis 13,6%. Por causa da predominância dos combustíveis fósseis e de sua duração limitada, eles não poderão ser considerados a principal fonte de energia por mais de uma ou duas gerações', afirmou.

 

De acordo com Goldemberg, para que esse problema seja resolvido, as seguintes opções estão sendo avaliadas: 'O uso mais eficiente de energia, principalmente no transporte e nos processos de produção; o aumento da confiança nas fontes renováveis e o aceleramento e desenvolvimento de novas tecnologias de energia que produzam emissões que causem praticamente nenhum dano; além do desenvolvimento de tecnologias nucleares, caso os problemas no uso desse tipo de energia possam ser resolvidos'.

 

O físico declarou também que os países em desenvolvimento têm um importante papel nesse caso. 'Em vez de imitar as nações industrializadas e passar pelo caminho esbanjador do desenvolvimento econômico - criando um enorme legado de poluição ambiental -, esses países devem pular alguns passos e incorporar mais cedo as tecnologias modernas e eficientes ao seu processo de desenvolvimento', assegurou o professor.

 

Ainda durante sua palestra, Goldemberg fez questão de ressaltar a importância de eventos como o workshop: 'Quero registrar aqui que fico muito satisfeito com o fato de que a UNIP, efetivamente, está começando a seguir os passos que são necessários para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil. Tradicionalmente, ciência e tecnologia têm sido uma área em que apenas o governo atua, através das suas universidades públicas. Isso é claramente insuficiente e já é tempo de um país desenvolvido, como o Brasil, ter universidades privadas que se preocupem com os problemas que nós estamos enfrentando hoje. Não é possível esperar que o governo faça tudo'.


Fonte: http://www2.unip.br/comunicacao/exibe_noticia.asp?id=3704

27/05/2009

PARTÍCULA-BASE

É, embora lógico, estranho observar que ao tempo todo, todas as pessoas, procuram de alguma maneira se resumirem a algo simplificado e sintético que possa ser compreendido pelos outros.


Igualmente estranho é a tentativa de todas as correntes de pensamento, seja filosófico, científico, religioso ou qualquer outra composição de conhecimento de resumir seus preceitos e idéias em unidades básicas, pelas quais através de leis e mecanismos torna-se possivel estruturar modelos complexos que expliquem com mais densidade as variantes e flutuações de parâmetros e fenômenos nos seus respectivos campos de estudo.


A algum tempo estive pensando sobre qual seria a unidade unificadora de todas as línguas, todos os conhecimentos, todo o cosmo... Ao pensar nisso, concluí que de uma maneira complexa, emaranhada e abusrdamente paramétrica, a linguagem capaz de representar todas as variantes do conhecimento, desde que com parâmetros suficientes, é a matemática...


O problema de usar a matemática é que ela requer uma "base numérica" para se fundamentar, um elemento unitário capaz de compor tudo o que existe, um elemento do qual seria possivel produzir, após uma sequência precisa e rigorosa, cada elemento constante no universo. Ao raciocinar sobre essa unidade, uma revelação... EINSTEIN ESTAVA CERTO!!


Não que eu tenha subsídios ou inteligência para completar sua teoria de campo unificado mas, de um modo mais prático e filosófico, é de certa forma compreensivo que alguém tenha dedicado sua vida a tentar explicar tal conceito...


Na abordagem do gênio, partículas e ondas são, no fundo, derivados de um fenômeno primordial e, já se sabe, tudo o que conhecemos é composto de partículas e ondas.


A linguagem se faz por um padrão de símbolos e sons que, ao serem alinhados com o objetivo de transmitir informação, se reduzem a um modelo parametrizável e regrado que, apesar da complexidade, podem ser transcritos para outros modelos, em outras palavras, é feito um processo de correlação entre termos, algo a muito conhecido na teoria dos grupos.


Antes da própria linguagem como composição de transmissão de dados para o exterior de nós, sabe-se que o processo sináptico é baseado em um modelo eletroquímico, determinado pela sobreposição e competição de um emaranhado de possibilidades de saída com uma informação de entrada particular... Será que ninguém vê a estatística por trás disso? Obviamente que sim, não há grande novidade nisso.


Antes do processo sináptico, entretanto, há o arranjo de componentes biológicos que produzem os elementos funcionais para a cognição, elementos esses que passam por uma bateria de processos físico-químicos específicos para transformarem o que recebemos como nutriente em componentes energéticos e catalíticos para as operações cognitivas, nesse processo mecanismos de filtragem, adsorção, absorção, transposição, permutação, decomposição, composição, fluídodinâmica e sequenciamento ocorrem e, em todas essas tarefas, métodos numéricos, estatística, álgebra e matrizes são o suficiente para reproduzí-los.


Esses antes e antes e antes poderiam se arranjarem indefinidamente e, quando parasse, seria justamente na incapacidade humana de explicar de modo unitário como se compõem os elementos geradores da vida, do universo, da psique e do ser.


Por outro lado, a tendência de existir uma unidade, um componente primordial, se faz para que as leis do universo sejam possíveis, para que do indefinidamente pequeno ao infinitamente grande possam existir e se estruturarem como uma cadeia de deventos e, nesse processo, até mesmo o que geralmente não entendemos exatamente como existe, coisas como consciência, amor, tempo, gravidade e alma, passam a ter sentido se, em algum nível, forem origem de uma unidade primária.


Vale ressaltar que independente da visão do leitor ser científica ou religiosa quanto a origem das coisas, faz-se necessária uma unidade primária da qual se derivem todas as outras, somente assim pode-se pleitear um início do teoricamente "nada", tanto para quem tem visão Adâmica quanto para os adeptos dos primatas...


E indo além, para se pensar em um Deus com se pensa, detentor dos portais do espaço e do tempo, do conhecimento intra, extra e ultrafuncionais de tudo o que existe, requer-se que Ele tenha um meio pelo qual possa relacionar todas as coisas, e na sua ONISCIÊNCIA, utilizar os algorítmos corretos para reconstituir o passado e prever o futuro, para encadear todos os processos ao Seu gosto e para, por assim dizer, de fato ser o alfa e ômega.


Nessa visão de unidade fundamental, torna-se plausível que, em algum lugar no espaço-tempo, haja uma camada onde um espectro de tudo o que existiu, existe e existirá está refletido. Faz sentido dizer que uma estrela que explodiu a milhões de anos e a milhões de anos-luz pode ser estudada hoje, faz sentido dizer que o teletransporte de átomos é viável e que buracos de minhoca podem conceber tráfego pelo tempo. Um componente fundamental do qual se pode equacionar toda a infinidade de elementos existentes no cosmo se faz necessário para que o que vemos e somos seja possível e, dada a infinidade de operações, torna-se igualmente viável que um sistema criado por um Deus perfeito tenha tantas variantes ao nosso ver desnecessárias e imperfeitas, afinal um algorítmo rodando a tantos milhares de anos e com tantas interconexões deve, naturalmente, sofrer os efeitos da entropia e do erro cumulativo...


Em resumo, penso que a matemática é a linguagem essencial para descrever os fenômenos que nos cercam e a unidade primária ainda não foi identificada, entretanto mesmo quando essa se revelar, caberá ao homem a tarefa de entender os algorítmos geradores de tudo o que existe e, quando fizer isso perceberá que não tem os elementos passados e acesso ao manto dos espectros onde tudo está transcrito, no cosmo. Provavelmente essa será a transcrição do fruto da árvore da vida (1), um conhecimento intangível e impossível para o homem acessar e, por assim o ser, o distanciar dos limites de Deus.


Ao fim, o que quero dizer é que muito evoluiremos por compreender esse mecanismo mas ainda assim será impossível explorá-lo efetivamente por não sermos capazes de acessar e catalogar todas as cadeias de geração de informações e processo que já se desencadearam até que sejamos o que somos hoje, e isso se reflete a todos os campos da existência, seja humana ou não.


(1) Gênesis 3:22
E o Senhor Deus disse: "Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal. Agora, pois, cuidemos que ele não estenda a sua mão e tome também a árvore da vida, e o coma, e vida eternamente."


Leandro Pereira
27/05/09
0:57 - GMT-3