Não sou funcionário, não sou patrão, não sou uma peça, não sou um número...
Sou um soldado, foi assim que a vida me ensinou a lidar com os desafios e anseios dos outros. Meu propósito é servir, é atender à "causa"...
Não tenho horário, não sigo ordens, não trabalho pelo que recebo, nada disso me importa...
Ao final, minha recompensa é o prazer da missão cumprida, é a certeza de que me tornei mais forte para fazer o que tinha que ser feito, é a garantia de que me superei ao superar o novo desafio...
Se sou um soldado e minha missão é atender à "causa", luto por "crer", luto para agregar "valor ao coletivo", luto para o "bem comum" mas... nesse contexto... será que não busco condecorações? Será que sou tão puro que não desejo patentes?
Naturalmente que tenho ambição!
Se luto por crer, minha crença não pode ser abalada e quanto ao que creio, creio que recebe-se pelo que se faz, creio que quem com o ferro fere com o ferro será ferido, creio que na infinidade de possibilidades do cosmo há a busca eterna e contínua pelo equilíbrio e que esse equilíbrio sempre se dá no tempo de uma vida humana.
Nesse contexto, creio que não deva pedir para receber, devo "merecer". Não creio que deva lembrar do que foi prometido, minha "ações" devem ser tal lembrança. Não creio que deva cobrar uma resposta ou contrapartida, devo agregar "tanto valor" que elas simplesmente me sejam fornecidas.
Se sou um soldado e luto por crenças, então tenho valores... Será que esses se aplicam ao contexto social em que estou inserido? Será que estão corretos? Será que vale o esforço de tentar transpirá-los ao invés de gritá-los ou, ainda mais fácil, simplesmente "dançar conforme a música"?
Tenho dúvidas!
Não duvido do que acredito, o que me deixa confuso é se vale a pena acreditar que num contexto coletivo pode-se esperar que haja tendência ao equilíbrio sem que haja submissão e descaso. Não tenho mais tanta certeza de que, mesmo que a direção esteja correta, vale a pena o esforço da empreitada para trilhá-la...
No fim, não tenho certeza se estou errado por conceito ou se estou do lado errado da corda, o que posso afirmar é que meu fôlego está acabando e, como um náufrago, no momento estou a deriva e certamente vou sucumbir se não ver terra logo... Não que essa terra seja minha salvação mas, preciso, encarecidamente, de razões para acreditar, de um local com terra firme para pisar, do contrário, MORREREI...
Leandro Pereira
18/05/09 - 13:07 GMT-3
23/05/2009
"MANIFESTO DE UM ALIENADO"
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